headbanger de carteirinha

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esculturas híbridas

apresenta uma série de esculturas que transitam em materiais e formas diferentes, sendo que a figura humana pode ser encontrada na maior parte das peças. figuras que ainda buscam uma forma ideal, transitando entre a sensibilidade de um busto gestante em mármore e o vigor retorcido de homens de ferro. ainda apresenta a clássica cena de um jovem, que muito bem poderia ser um guerreiro mediterrâneo, numa posição inusitada e de visível desconforto. um cavalo decidido, porém com leveza quase flutuante. também formas curvas em pedras duras e, por fim, uma peça única, entalhada na madeira e no ferro, uma simbiose de uma forma feminina e agradável ao toque representada pela madeira polida, e algo em ferro que remete à dureza que aprisiona. não foi a toa que dayvison a colocou no centro da sala. é um trabalho que se destaca; objeto de conclusão de sua formação acadêmica. nota-se, porém, que  todas estão em evidente equilíbrio.

as referências são várias, do mestre chico stockinger, ao pop h.r.giger. headbanger de carteirinha, dayvison mostra um trabalho forte e ao mesmo tempo sensível, como uma canção do volume 4 do black sabbath.

josé goulart, professor orientador do ateliê de escultura do curso de artes visuais da ufsm, dá o tom definitivo desta exposição: “sensibilidade, coerência e responsabilidade processual são componentes ativos na escultura de dayvison zambiazi. diálogos sutis, tensos, são construídos ora por um caráter denso e dramático, ora por um refinamento e apurada síntese formal. apesar da dureza dos materiais explorados, consegue dominá-los com expressividade deixando espaço para que estes também possam dialogar enquanto matéria. mesmo na diversidade técnica e de suportes, dayvison circula com desenvoltura deixando antever nestes primeiros grandes passos, ser um escultor sensível e de longo caminho!”

dayvison zambiazi é formado em artes visuais pela ufsm e seu trabalho fica exposto na cesma até o final de novembro.

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