ablução

segue o link que copiei do post do (((GRL)))

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saura no cineclube

 

Um dos filmes mais populares de Carlos Saura, “Mamãe faz 100 anos”, recupera novamente a discussão iniciada em “Ana e os lobos” (1972). Agora, para comemorar o aniversário da matriarca, Ana volta para casa, em companhia de seu marido, Antonio. A vida da família mudou bastante, mas continua com muitos problemas e traumas do passado. Enfrenta ainda problemas econômicos e assim decidem “eliminar” a mãe, para poder vender a propriedade para a especulação imobiliária.
Trata-se de uma crítica ao governo de Franco, que deixou marcas profundas na sociedade espanhola. E Saura, talvez tenha sido um dos poucos artistas que nunca se omitiu de apontar essas questões em seus trabalhos.

headbanger de carteirinha

foto(3)

esculturas híbridas

apresenta uma série de esculturas que transitam em materiais e formas diferentes, sendo que a figura humana pode ser encontrada na maior parte das peças. figuras que ainda buscam uma forma ideal, transitando entre a sensibilidade de um busto gestante em mármore e o vigor retorcido de homens de ferro. ainda apresenta a clássica cena de um jovem, que muito bem poderia ser um guerreiro mediterrâneo, numa posição inusitada e de visível desconforto. um cavalo decidido, porém com leveza quase flutuante. também formas curvas em pedras duras e, por fim, uma peça única, entalhada na madeira e no ferro, uma simbiose de uma forma feminina e agradável ao toque representada pela madeira polida, e algo em ferro que remete à dureza que aprisiona. não foi a toa que dayvison a colocou no centro da sala. é um trabalho que se destaca; objeto de conclusão de sua formação acadêmica. nota-se, porém, que  todas estão em evidente equilíbrio.

as referências são várias, do mestre chico stockinger, ao pop h.r.giger. headbanger de carteirinha, dayvison mostra um trabalho forte e ao mesmo tempo sensível, como uma canção do volume 4 do black sabbath.

josé goulart, professor orientador do ateliê de escultura do curso de artes visuais da ufsm, dá o tom definitivo desta exposição: “sensibilidade, coerência e responsabilidade processual são componentes ativos na escultura de dayvison zambiazi. diálogos sutis, tensos, são construídos ora por um caráter denso e dramático, ora por um refinamento e apurada síntese formal. apesar da dureza dos materiais explorados, consegue dominá-los com expressividade deixando espaço para que estes também possam dialogar enquanto matéria. mesmo na diversidade técnica e de suportes, dayvison circula com desenvoltura deixando antever nestes primeiros grandes passos, ser um escultor sensível e de longo caminho!”

dayvison zambiazi é formado em artes visuais pela ufsm e seu trabalho fica exposto na cesma até o final de novembro.

cartazes, cartazetes…balaios e produção coletiva

kre

gosto cada vez mais de fazer cartazes e outras peças digitais. no momento, descobri o plano inclinado e vou usá-lo até #encherosaco.

esse doc, foi feito pela equipe da tv ovo em parceria com o pessoal da reserva indígena de nonoai, instituto kaingáng, numa produção coletiva dirigida pelo alex e a fran. aliás, este é o primeiro trabalho dirigido por ela.

kré significa balaio em kaingáng e o doc mostra como ele é feito.

bem resolvido tecnicamente,  entrou na mostra local do smvc e começa sua carreira também e outros festivais.

segunda_sol

seguimos com o cineclube em seu ciclo yo soy yo y mis circustancias, agora com o filme segunda-feira ao sol, de fernando león de aranoa, com apresentação de geice peres nunes, que já teve outra participação apresentando  meu pé de laranja lima, em dezembro do ano passado.

como percebe-se também seguimos utilizando os cartazes com as fotos de albert jodar. o trabalho fotográfico de jodar se encaixou tremendamente bem na proposta do ciclo. a grande dificuldade foi escolher as imagens adequadas para cada filme, até porque a produção desse cara é extensa e de altíssima qualidade, com excelentes referências que batem com o que pensamos esteticamente por aqui (pelo menos por onde ando), mas acima de tudo, me parece também importante estabelecer mais uma conexão nessa rede global de compartilhamento de informações e de ideias coletivas, base da formação de qualquer cineclubista que se preze.

é hoje

Convite_SMVC

Santa Maria Vídeo e Cinema divulga seus selecionados.

Na noite deste domingo, 18 de outubro, foram conhecidos os homenageados e as obras selecionadas que concorrem no festival.

Entre os dias 23 a 28 de novembro, as produções, que vem de 19 estados brasileiros e Distrito Federal, disputarão prêmios nas categorias Mostra Nacional de Videoclipe, Mostra Competitiva de Santa Maria e Região e Mostra Competitiva Nacional.

Após a divulgação dos homenageados, o público acompanhou a leitura dos nomes selecionados para a competição. Durante uma semana, os jurados Clayton Coelho, Luiz Alberto Cassol e Paulo Henrique Teixeira assistiram a um total de 390 obras de animação, documentário, ficção e videoclipe. “Esta edição é um recorde no número de inscrições, o que significa que o festival está consolidado”, avalia Cassol.

Uma das novidades desta edição é a Mostra exclusiva de videoclipes, na qual competem 14 vídeos. Na Mostra Competitiva de Santa Maria e Região, dos 27 inscritos, concorrem 10 e na Mostra Competitiva Nacional, de 363 trabalhos, disputam o Troféu Vento Norte 42 produções. Coelho percebe que a qualidade técnica melhora a cada ano: “Nesta edição confirmamos que sempre é possível crescer. O nível dos documentários, principalmente, está muito bom”.

Concorrente na Mostra de Santa Maria e Região, o acadêmico de Publicidade Jacques Ortiz, inscreveu-se pela 2ª vez. Neste ano com a ficção 3,2,1 Bang!. “O festival é muito importante, serve de incentivo para quem quer seguir nesta área”, afirma ele. Também nesta categoria compete pela 1º vez o estudante de Jornalismo, Marcos Borba, comemora a classificação do curta Lembranças e do documentário 1ª Quadra. Este último que também entrou na Mostra Competitiva Nacional. “Para mim que trabalho 13 anos com produção audiovisual, essa seleção é um reconhecimento do amadurecimento do meu trabalho”, declara.

Entre os homenageados este ano, uma mulher figura como homenageada local: a atriz Manuela do Monte. Protagonista do primeiro longa-metragem rodado em Santa Maria, o filme Manhã Transfigurada, Manuela entra para a história do cinema local, junto com o diretor Sérgio de Assis Brasil pela realização desta obra.

Já o homenageado nacional do 8º SMVC é o carioca Silvio Tendler. Cineasta e cineclubista, Tendler é membro fundador do Comitê de Cineastas da América Latina e foi presidente da Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Cineastas. Entre suas produções, destacamos o documentário Os anos JK, uma trajetória política.

Além das exibições dos curtas-metragens, o 8º SMVC realiza ainda a Pré-Jornada Nacional de Cineclubes e a reunião do Fórum Entre Fronteiras.

O SMVC sempre teve como característica democratizar o acesso do público ao audiovisual brasileiro.Nesse ano o festival quer firmar ainda mais essa posição e, para isso, trabalhamos com o tema da película ao pixel, todos os suportes são possíveis.

A programação do 8º SMVC contará das seguintes atividades:

  • mostra nacional competitiva de curtas-metragens;
  • mostra nacional competitiva de videoclipes;
  • mostra competitiva de santa maria e região;
  • homenagem nacional e homenagem de santa maria;
  • mostra rodacine na praça saldanha marinho;
  • pré-jornada nacional de cineclubes;
  • 8º seminário gaúcho de cinema;
  • reunião do fórum entre fronteiras, com produtores e diretores do brasil, argentina e paraguai;
  • mostra especiais da rbs tv;
  • e mostras não-competitivas;

O júri da pré-seleção foi composto por:

clayton renan coelho

editor e produtor na área audiovisual há mais de dez anos. diretor da paz produtora.

redator e produtor publicitário. é diretor da ong santa maria vídeo e cinema e do centro de atenção e cidadania  e direitos humanos adelmo genro filho – centro adelmo.

no smvc já atuou como jurado de seleção das mostras competitivas e do júri da mostra competitiva  de santa maria e região. trabalha ainda com programas de conteúdo para canais fechados.

paulo henrique teixeira

cineclubista há mais de 15 anos. é  graduado em relações públicas pela universidade federal de santa maria e pós-graduado em comunicação empresarial pela universidade de santa cruz do sul.

é assessor de comunicação da cesma e produtor cultural de diversos projetos, entre eles o cesma in blues.

realiza a curadoria de diversas mostras de cinema em santa maria e região. ministra oficinas de cineclubismo.

integrou o júri de seleção da mostra abd do festival de goiânia.

é coordenador do cineclube lanterninha aurélio de santa maria. atuou junto a produção do festival de cinema de santa maria em várias edições.

luiz alberto cassol

diretor de cinema e cineclubista. é vice-presidente do cnc – conselho nacional de cineclubes brasileiros e presidente da cesma.

é vice-presidente do conselho curador da fundacine – fundação de cinema  rs. integra o fórum entre fronteiras.

é palestrante de várias cursos e seminários de cinema e cineclubismo. neste ano integrou o júri de seleção da mostra gaúcha do festival de cinema de gramado e do júri de roteiros do edital de curtas-metragens do ministério da cultura.

o festival é uma é uma realização da ong smvc, com promoção da prefeitura municipal de santa maria e rbs tv e a co-promoção é da cesma – cooperativa dos estudantes de santa Maria ltda.

festival santa maria vídeo e cinema 2009

mostra competitiva nacional – selecionados

  1. 1ª quadra, de marcos borba/ documentário/ 18min/rs
  2. a casa dos mortos, de débora diniz/ documentário/24min /df
  3. a distração de ivan, de cavi borges e gustavo melo/ficção/15min/rj
  4. a invasão do alegrete, de diego muller/ ficção/21min 39seg/ rs
  5. a rua e a chaminé, de matheus mombelli/ documentário/18min 50seg/rs
  6. a sagração do cotidiano, benzeduras, de    janete kriger/        documentário /24min/rs
  7. a vermelha luz do bandido, de pedro jorge / documentário/16min/sp
  8. abracadabra, de fernando brandão de braga/animação/03min 16seg/sp
  9. aula de ioga número 34, de gordeeff e cláudio roberto/ animação/05min/rj
  10. blackout, de daniel resende/ ficção/10min/ sp
  11. bob mosca, de davi corbalan/animação /03min 30seg/ sp
  12. com as próprias mãos, de aly muritiba/ficção /15min/ pr
  13. como comer um elefante, de jansen raveira/ animação/05min 52seg/rj
  14. confissão, de iuli gerbase/ficção/06min 30seg/rs
  15. de orquídeas e selos, de carolina paraguassú dayer/documentário/14min40seg           /go
  16. de outro mundo, de everson godinho/ animação/03min/rs
  17. demoiselle, de andré macedo/animação/12min 38seg/rs
  18. detalhe, de maurício canterle /ficção/09min/ rs
  19. bom dia, meu nome é sheila ou como trabalhar em telemarketing ou ganhar um vale coxinha, de ângelo defante /ficção /20min/rj
  20. enciclopédia, de bruno gularte barreto/ ficção/14min/rs
  21. eu queria ser um monstro, de marão / animação/08min/ rj
  22. fractais sertanejo, de heraldo cavalcanti / documentário/19min/ce
  23. futebol sociedade anônima, de cíntia langie e rafael andrezza /ficção/15min 08seg /rs
  24. la traz da serra, de paulo roberto/ documentário/08min 33seg/pb
  25. lágrimas de ogum, de renan brandão /ficção/10min/rj
  26. márcia… eu esperava tudo menos a rua…, de jurandyr frança /documentário/05min/rn
  27. maresia, de chrsitian scheineider e natália piva chim/ficção/09min/poa
  28. menino aranha, de mariana lacerda /documentário/13min/sp
  29. ney douglas – foto jornalista, de alexandre santos/documentário /05min/ rn
  30. no tempo de miltinho, de andré weller/documentário/ 17min 28seg/ rj
  31. o divino, de repente, de fábio yamanji/ animação/ 06min 20seg/sp
  32. o muro, de diego florentino/ficção/05min 29seg/pr
  33. o troco, de andré rolim/ficção/10min 40seg/ sp
  34. o velho guerreiro não morrerá, de paulo duarte/ documentário/20min/sp
  35. os filmes que não fiz, de gilberto scarpa /ficção/16min/mg
  36. prá inglês ver, de vitor granado e robson dias/documentário /25min/rj
  37. querida mãe, de patrícia cornils /documentário /25min/sp
  38. reverso, de francisco colombo/ficção/05min 38seg/ma
  39. semeador urbano, de cardes amâncio /ficção/07min 40seg/mg
  40. silêncio, de felipe cavalcanti /documentário/07min/ac
  41. sobre um dia qualquer,de leonardo remor / ficção /16min/rs
  42. você tem sempre razão, de ivanir boca migotto/ficção/15 min / rs

festival santa maria vídeo e cinema 2009

mostra de santa maria e região

  • 1ª quadra, de marcos borba/documentário/18min
  • 3,2,1 bang!, de douglas menezes e jacques ortiz/ficção/04min 37seg
  • acaso, de neli mombelli/ficção/09min 15seg
  • catando significados: o lixo e seus significantes, de daiana schneider vieira/ documentário/13min 13seg
  • detalhe, de maurício canterle/ficção/09min
  • docru,  derafael berlezi/documentário/07min 47seg
  • essencial ao coração, de clarissa pippi /ficção/14min 52seg
  • krê, de alexsandro oliveira e francelle cocco/documentário/8min
  • lembranças, de marcos borba/ficção/10min
  • ponto de corte, de diogo viedo/ficção/18min

festival santa maria vídeo e cinema 2009

mostra nacional de videoclipes

  1. alegria, de marcelo barillari e sabrina greve/sp
  1. atrack – eu e você, de rogério luis rodrigues/ rs
  1. diária.mente, de bruno graziano/sp
  1. dois corpos, de felipe valer/rs
  1. eles me querem assim, de diego florentino e lucas fernandes /pr
  1. febre, de maria pia e joão divino/rs
  1. fortalece aí, de glauber javier /al
  1. lento, de bernardo palmeiro/rj
  1. sobre mulheres e flores, de  fábia fuzeti e marcelo garcia /sp
  1. sonnets – primeiros segundos, de fabiano foggiatto e guilherme cassel bitecourt /       rs
  1. vampiros e piratas, de nicolas graves e leadnro franci /sp
  1. villa sidor,  de germano oliveira/ rs
  1. vizinha suicídio, de rafael jardim/ba
  1. você vive em mim, de eduardo cristofoli/rs

tengo una ideia

cartaz_hispanidade

ontem começamos um novo ciclo no cineclube. tem sido assim; desde que comecei essa jornada cineclubista, no já distante ano de 1992, todo novo mês traz consigo uma nova proposta de trabalho. assim como disse ortega y gasset: yo soy yo y mis circunstancias. então, vou me moldando, me adaptando, seguindo esse caminho árduo, exigente, na maioria das vezes, gratificante, na boleia do cineclubismo.

fiquei bastante impressionado com “el baño del papa” de enrique fernandez e cesar charlone, que também respondeu pela direção de foto do cidade de deus do meirelles. a exibição foi precedida por uma excelente apresentação da angelise fagundes da silva, estudiosa da literatura espanhola, que fez uma relação da obra literária de mesmo nome do escritor gaúcho aldyr schlee, de 1991, e o filme, co-produzido entre uruguai, brasil e frança (2007).

muito já foi falado e escrito sobre esse premiadíssimo trabalho que fez todos interessados em cinema voltarem seus olhos para o nosso vizinho da banda oriental. aponto agora apenas 2 coisas: o excelente trabalho de direção de atores e uma das últimas cenas, logo após o término do discurso do papa, que mostra a desolação daquela gente que apostou alto – num momento de esperança, e mais uma vez perderam – numa sequência embalada por uma música que vai crescendo como gritos soltos de bocas amordaçadas pelo jogo de uma vida dura, sofrida. ritmo e dramaticidade. um pouco antes, acompanhamos beto, em sua epopeia kileira entrefronteiras, com o vaso do banheiro. torcemos para que ele chegasse a tempo. comovente ainda foi ver a filha silvia, se emocionar com o desespero de seu pai. desespero e frustração que era de todos os moradores de melo.  doeu vê-la ir ao encontro do seu pai, para acompanhá-lo na continuação das travessias, dando mostras de que havia abandonado seu sonho de estudar em montevidéu. mais uma vez a história se repete: filha que vira mulher, que vira mãe e que deixa de sonhar. numa vida de privação, sonho tem prazo de validade.

não podia ter filme melhor para começar o ciclo.

já o cartaz foi feito com uma foto de albert jodar, <encierro del gladiador vencido, pamplona, 2009> extraida seu blog . estava em busca de imagens que pudessem nos remeter a proposta do ciclo, ou ainda, a ajudar a compreensão, e o @ferkrum indicou o caminho das fotos de seu amigo. para cada um dos filmes do ciclo, um novo cartaz, com uma foto diferente, só que numa resolução maior. segundo o relato do krum, @albertjodar ficou contente com a possiblidade de ter seu trampo circulando por aqui também.

como a última fala do beto, no famigerado banheiro, “tengo una ideia”.