frutas estranhas

Cartao

Há 70 anos atrás, Billie Holiday gravava uma das canções de maior sucesso de sua carreira: “STRANGE FRUIT” de Abel Meeropol (Lewis Allan). A música descreve como os corpos de negros linchados e enforcados em Indiana, nos Estados Unidos, pareciam “frutas estranhas” penduradas nas árvores. Hoje, esta triste cena se repete no Sudão. Desde 2003, o exército e várias milícias exterminam aldeias e a população de origem não árabe. Uma “limpeza” étnica liderada por um general ditador com o insano propósito de liberar as áreas ricas em petróleo e urânio no oeste do maior país da África. Cerca de 300 mil homens, mulheres e crianças já morreram com tiros à queima-roupa, ou quando os soldados escolhem economizar munição são queimados, enforcados, estupradas, amarrados em árvores ou largados no meio do deserto para morrer de fome. Dois milhões de pessoas vivem hoje em 200 campos de refugiados, de onde gritam na esperança de chamar a atenção de todos para um pedaço do mundo que a maioria prefere fazer de conta que não existe.

Strange Fruit “Southern trees bear strange fruit, Blood on the leaves and blood at the root, Black bodies swinging in the southern breeze, Strange fruit hanging from the poplar trees. Pastoral scene of the gallant south, The bulging eyes and the twisted mouth, Scent of magnolias, sweet and fresh, Then the sudden smell of burning flesh. Here is fruit for the crows to pluck, For the rain to gather, for the wind to suck, For the sun to rot, for the trees to drop, Here is a strange and bitter crop”

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FESTIVAL TUDO É JAZZ – OURO PRETO – MG 18, 19 e 20 de Setembro de 2009

www.tudoejazz.com.br

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2 comentários em “frutas estranhas

  1. querido, ouvir essa canção na voz dessa diva é emoção na certa. após ler sua biografia, a primeira coisa que fiz foi conhecer músicas que não conhecia e outras que não lembrava. e strange fruit, canção fortemente associada as suas dores vividas, foi a única que não consigo ouvir sem chorar. chego a evitar até. agora, com essa explicação sobre sua origem e o paralelo traçado com a realidade do povo sudanês, mais triste fico ainda.

    p.s.: lembrei de ti no domingo dos pais. bjo no coração e felicitações tardias.

  2. queridão! irei ao festival e vou lembrar de vc em todos os momentos!!! essa parte da “concepção do gosto” como diria Bourdieu, tbém se deve a nosso convívio!

    alegrias henrico – até breve, bem breve!

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