Mosaico de proposições

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O que era um dos assuntos mais recorrentes de alguns compartilhadores de copo de final de tarde e começo de madrugada, vem adquirindo uma forma menos espectral e começa a aproximar-se de algo mais real.

Sempre houve entre os carinhas ligados ao rock’n roll uma tentativa de resgatar, até para melhor entender, a produção deste gênero musical muito explorado na cidade há bastante tempo. E, agora, com um novo sopro de vida proposto por alguns visionários, surge uma proposta de documentar, pelo menos, parte desta história.

Os primeiros indícios remontam para a conturbada década de 60, mais precisamente para o ano de 65, quando Sérgio Assis Brasil e mais alguns amigos formaram um grupo chamado “Os Muggs”, que difundia na província uma manifestação que vinha arrebatando a juventude mundial – o bom e velho Rock’n Roll, na sua forma mais pura, representado pela primeira fase do quarteto de Liverpool, os Beatles. Tocando na hoje quase esquecida Catacumba do DCE e somando ao seu repertório temas de Santana, Doors, Rolling Stones entre outras coisas que passavam pela censura militar, algo como o ECAD de nossos tempos. Contemporâneo e ativo também era o grupo “The Flinstones”, grupo de Rogério Lobato, Renato Rios e outros estudantes da Universidade Federal, que já começava a atrair pessoas de outros lugares.

Na década de 70, os registros apontam somente referências da banda “CORPOS E CLIMAS” de Renato Molina e Heraldo Ribas.

Chegando aos anos 80, começa uma fase de grande produção local, talvez impulsionada pela eclosão do rock nacional e principalmente gaúcho, ou melhor, porto-alegrense. Nessa época, surgiram “Thanos”, “Bruxa” (que deu origem,  na seqüência, a “Fuga”, esta já da década de 90). Muitas outras vieram, “Doce Veneno”, “Nocet”, “Black Cat Bone”, “Feeling”, “High Time” e por aí vai. Isto que ainda não foi vislumbrada a cena alternativa, o mundo underground, que ocupa um espaço bastante significativo nesta história, merecendo, inclusive, um capítulo somente seu. Ainda temos a vertente blues, pai-avô do rock’n’roll.

Trabalho árduo que começou há pouco mais de um mês e não tem previsão de término. Atualmente os encontros são semanais e sempre na casa de dos inconformados. Se o documentário irá demandar um prazo maior, outras atividades terão implementação em seguida como o Mosaico de Parede, jornal mural, que está sendo preparado pelo grupo e circulará em alguns pontos da cidade freqüentados pela rapaziada que tem alguma afinidade com a proposta.

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