do fundo do baú

paulo noronha no primeiro cesma in blues, imagem usada para a identidade visual das últimas 2 edições

paulo noronha no primeiro cesma in blues, imagem usada para a identidade visual das últimas 2 edições

red house, ainda com nico barrabás envolto por uma fumaceira dos infernos

red house, ainda com nico barrabás envolto por uma fumaceira dos infernos

rodrigo jardim marcando o ritmo dos watts

rodrigo jardim marcando o ritmo dos watts

samuca brincando com ela

samuca brincando com ela

daniel rosa mandando ver

daniel rosa mandando ver

red house com a participação de débora rosa, na marcante interpretação de wilson pickett, mustang sally

red house com a participação de débora rosa, na marcante interpretação de wilson pickett, mustang sally

mexendo aqui num computador, encontrei essas fotos do beto bordin, tiradas na primeira edição do cib. bons tempos aqueles onde tudo era possível, porque nada ainda tinha sido feito. tempo de parcerias e de aprendizado.

cartas de um velho safado

burroughs21

que agradável surpresa! abri o jornal e me deparei com uma página, muito bem escrita por sinal, onde Rodrigo Scharwaz lembra a data de aniversário de william burroughs. são poucos os que se atrevem a reconhecer a importância da obra e trajetória desse maldito, burroughs. literato, drogadito, intelectual, visionário, inconsequente, genial, perdulário, malandro, andarilho, idolatrado, vagabundo, artista, incorrigível, sagaz, delinquente, corajoso, mestre, copiador, inventor, alquimista, montador, velho, fedido, fudido, desejado, old bull lee.

na década de 80 a l&pm publicou “cartas do yage”, correspondências que burroughs manteve com allen ginsberg na metade dos anos 50 quando ele desceu em direção à américa do sul, passando pela central, em busca do que ele chamou de “barato definitivo”, o barato propiciado pelo yage, também chamado pelos índios de ayahuasca ou caapi.

“a planta banisteriopsis caapi é uma trepadeira que cresce na amazónia e produz uma droga conhecida pro vários nomes: para os índios brasileiros e colombianos ela é a caapi, enquanto no peru, bolívia e equador ela é chamada de ayahuasca. nos andes ela tem o nome de yagé, e é obtida através da fervura das cascas recém-formadas da trepadeira caapi.

o princípio activo do caapi, conhecido como harmina, pode ser extraído e transformado em cloreto de harmina, droga aspirada ou mascada para produzir os mesmos efeitos da beberagem.
Imediatamente após a ingestão de yagé, o usuário vomita; em seguida, começam os efeitos propriamente ditos: embriaguez acompanhada por alucinações e espoucar de luzes coloridas. Também pode ocorrer insonia, perda de coordenação e vertigens. à medida que os efeitos se intensificão, as alucinações entram num grau mais avançado e o usuário pode experimentar um aumento de visão noturna e um desenvolvimento da energia psíquica, assim como uma estimulação dos sentidos sexuais

a harmina produz efeitos e sensações semelhantes aos da mescalina, acrescidos de embriaguez. afirma-se que a droga aumenta a percepção extra-sensorial, fazendo com que o usuário adquira a capacidade de prever eventos futuros”.

assim fica mais claro entender porque ele nominou “barato definitivo”. porém, até chegar ao yage, willian percorreu uma trilha úmida e quente, passando por quartos de hotéis baratos com meninos imberbes, insaciáveis e ladrões, além de embates com funcionários públicos corruptos. esse painel é apresentado a ginsberg, ajundando na construção estereotipada do gringo sobre a AL. eu prefiro fazer uma metáfora do explorador obcecado em achar a cidade dourada e despojar tudo o que puder até vomitar. e foi exatamente isso que ele fez, porém nem assim conseguiu, naquele momento, o barato definitivo.

fonte: ciência viva

entre mocs e mops, reuniões pelo skype

semana passada estivemos, por 2 dias, reunidos na tv ovo – oficina de vídeo e cesma, participando de uma oficina do ponto brasil. a oficina contou com a participação de representantes de pontos de cultura do rs que trabalham com audiovisual. de brasília, vieram os oficinineiros Paulo Tavares e Ana Flávia Dias Salles, ela responsável pela criação dos roteiros, ele pela produção dos interprogramas que irão compor a grade da tv brasil.

as oficinas estão sendo realizadas em todos os estados brasileiros, onde os participantes são orientados a desenvolverem argumentos audiovisuais dentro de temas pré-estabelecidos, como culpa, laços e nós, cicatriz,  animais, epifanias, deus e o diabo, e por aí vai…

os programas deve ter no máximo 5 min, não tendo limite de quantidade. na verdade, esse limite é dado pela capacidade de produção da equipe envolvida. como recebemos a oficina em santa maria, somos considerados o nó da rede, ou seja, responsáveis por dar conta de praticamente toda a produção. um exercício e tanto, porque cada idéia apresentada tem uma estrutura a ser seguida, os chamados moc’s – modelo de organização de conteúdo, onde são discutidos o argumento, a idéia audiovisual, objetos e ferramentas. após, começa a fase dos mop’s – modelos de organização da produção. o que seria a parte operacional da coisa.  e como a própria dinâmica das oficinas permite e incentiva, a fase inicial, quando as idéias são lançadas, cria alguns devaneios. por vezes, tiramos os pés do chão, o que me preocupou bastante porque a tensão vai se dar no nó.

essa equipe do rs, formada pela tv ovo, quilombo do sopapo (poa), ação cultural integrada (são luiz gonzaga), artestação (rio grande), está trabalhando  com 5 moc’s iniciados, sobre os temas “Cicatriz”, “Laços e Nós”, “Terra” e “Culpa” . de 23 a 29 de março, uma nova oficina será realizada para produção final dos interprogramas. até lá, foram propostos encontros semanais via skype, além das observações diretas no site ponto brasil.

paulo_tavares falando sobre a produção

paulo_tavares falando sobre a produção

oficina_pontobrasil

ofincina_pontobrasil2

em seguida que o pessoal liberar as fotos, que foram tiradas à exaustão, eu posto algumas aqui, pq essas foram tiradas do meu telefone de qualquer jeito.